O Benfica deu um passo forte na luta contra os moldes atuais da reforma audiovisual do futebol português. O clube encarnado entregou na Assembleia da República uma petição oficial que visa travar e suspender a implementação do modelo de comercialização centralizada dos direitos televisivos do futebol profissional recentemente aprovado.
Rui Costa na Linha da Frente e Alertas para o Futuro
A iniciativa, batizada com o nome «Pela suspensão e revisão do Modelo de Comercialização Centralizada dos Direitos Audiovisuais», conta com o presidente das águias, Rui Costa, como o seu primeiro signatário. O documento ficará disponível para consulta pública e subscrição livre durante um período de 60 dias.
Risco patrimonial: O documento alerta de forma clara para o perigo iminente de «perda de valor económico e patrimonial» por parte dos clubes portugueses.
Exigência de transparência: Através de um comunicado oficial emitido pelo clube, a iniciativa sustenta que uma reestruturação desta magnitude necessita impreterivelmente de assentar em «fundamentos técnicos sólidos, transparência, responsabilidade e ampla participação dos clubes e dos restantes agentes do setor».
Os Argumentos e as Falhas Estruturais Apontadas
Para fundamentar a pretensão de travagem do modelo aprovado, a petição invoca fatores cruciais ligados à realidade moderna da indústria desportiva e económica:
Evolução tecnológica: É apontada a profunda transformação do mercado audiovisual decorrente das novas formas de distribuição e consumo de conteúdos.
Ausência de reformas estruturais: O texto sublinha que o processo padece da «ausência de reformas estruturais indispensáveis à valorização do futebol português».
Opinião do Editor
A ofensiva jurídica e institucional liderada pelo Benfica ao submeter esta petição na Assembleia da República mexe profundamente com um dos dossiers mais sensíveis e complexos do futebol português. A centralização dos direitos de TV é apresentada há muito como um passo inadiável para a modernização e equidade financeira da Liga, mas a contestação em torno do modelo aprovado demonstra que persistem sérias fraturas quanto à forma e ao timing da sua execução. Ao expor publicamente o risco de desvalorização patrimonial e ao exigir maior escrutínio técnico, o clube da Luz assume a dianteira de uma discussão que promete agitar o panorama político e desportivo nacional nos próximos 60 dias.

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